A secura no sonho está na boca, na terra rachada, na planta que a pessoa esqueceu. Não há lama. Há pó. A poeira e a sede estão no camelo, grupo 08. A secura é o estado dos dois: a falta de água antes mesmo da sede virar palavra. A enchente, o excesso, está no jacaré. Não confunda. Secura não é limpeza. É ausência. A fazenda verde está na vaca. Se o sonho era pasto bom, olhe lá. Se era chão rachado e lábio partido, é o camelo.
2231 fecha em 31. 4730 fecha em 30. 7129 fecha em 29. O fim 33 já é cobra. Terra rachada não lê outro animal. Lê-se o fim.
Secura na boca comenta uma conversa que a pessoa não consegue terminar, ou só sede mesmo, sem metáfora. A página aceita as duas leituras e não força. Secura na terra comenta trabalho que não vinga, planta, obra, um plano sem chuva. Secura no afeto, casa sem palavra, comenta distância dentro de casa, e a casa tem página no cachorro se o tema for o cômodo. Se o tema for o ressecado, continua camelo. A primeira gota, se cair, comenta alívio desproporcional.
A ficha não pede chuva e não indica jogo. O grupo 08 guarda a falta de água.
A pessoa acorda e bebe devagar. O copo desmente um pouco o sonho. O lábio, às vezes, ainda está áspero.