A poeira no sonho entra pelo nariz, cobre o móvel, sobe da estrada de terra e deixa o dente áspero. Não é a lama, que neste site está no porco, coisa molhada e suja. A poeira é seca. A tradição que estas fichas seguem coloca o seco, a areia e o deserto no camelo, grupo 08. A poeira é a areia miúda da casa e da estrada, o que a pessoa varre e no dia seguinte já voltou.
2030 mostra 30 no fim. 30 fica no camelo, junto de 29, 31 e 32. A cobra começa no 33. 5832 termina em 32 e 9129 termina em 29, os dois no mesmo grupo 08. A conta não olha se a poeira era vermelha ou branca. Olha o fim da milhar, e olha isso num resultado que a banca já divulgou. A ficha não é a banca. A ficha é a leitura.
Poeira na casa fechada comenta abandono, um tempo em que ninguém abriu a janela. Poeira no olho comenta irritação pequena que toma o dia inteiro, desproporcional ao grão. Poeira de obra, cimento, comenta reforma e bagunça que ainda não acabou, esforço no meio da sujeira seca. Varrer a poeira e vê-la assentar de novo comenta um trabalho que não fecha.
Não há dezena recomendada nesta página. Há o grupo 08 e a cena, do jeito que o costume conta.
A pessoa acorda e passa o dedo na mesa de cabeceira. Se sair cinza, é a casa. Se não sair, foi o sonho, e o nariz ainda assim está seco.