O morro no sonho é a subida do cotidiano, não o pico de cartão-postal. Laje, escadaria, casa em cima da outra, ou um morro de terra batida no fim da rua. A leitura brasileira que este site acompanha põe a altura e o caminho íngreme na cabra, grupo 06, com a montanha, a trilha e a pedra. A montanha é o volume grande. O morro é o que a pessoa sobe para chegar em casa, com o fôlego curto e a sacola pesando.
Subir o morro não altera a conta. 1621 termina em 21, cabra. 25 no fim já é carneiro, outro grupo. 3923 acaba em 23 e 7424 acaba em 24, os dois ainda nas casas 21, 22, 23 e 24. O nome do animal sai desses dois algarismos finais, numa milhar que já foi publicada. O sonho não fornece a milhar. A tabela é que ensina a ler a que já saiu.
Morro acima, com o peito queimando, comenta esforço que ainda não acabou, um trecho de vida em que cada passo custa. Morro abaixo, quase correndo, comenta pressa e o medo de tropeçar, perto da fuga, que tem página no veado se o tema for a perseguição. Morro de onde se vê a cidade inteira comenta distância: a pessoa olha a própria vida de cima e ela parece menor.
A ficha não empurra ninguém a marcar 21. Explica o grupo 06 e encerra.
A panturrilha dói um pouco ao acordar, mesmo sem subida nenhuma. O corpo acreditou no morro. A rua lá fora está plana.