O penhasco no sonho é a beira, o vento na cara, o pé que procura pedra e acha vazio. A pessoa olha para baixo e o estômago sobe. Na tradição que estas páginas seguem, a altura extrema fica na cabra, grupo 06, com a montanha e a pedra. O medo, sozinho, tem ficha no veado. Se o sonho era o susto de ser perseguido, olhe essa outra página. Se o sonho era a beira da pedra, o vento e a queda possível, a ficha é a cabra.
2822 deixa 22 à mostra no final, e 22 pertence à cabra. O carneiro só recebe o final quando ele chega a 25. 5124 termina em 24 e 8621 termina em 21, os dois dentro de 21, 22, 23 e 24. Assim se lê um prêmio que já saiu: corta-se o fim, procura-se a faixa, diz-se o animal. A beira do sonho não altera essa aritmética.
Penhasco visto de baixo comenta uma tarefa que parece grande demais, um muro de pedra na frente do dia. Penhasco com alguém chamando lá de cima comenta um pedido de ajuda ou de exibição, e não dá para saber só pelo grito. A pessoa na beira, sem cair, comenta um limite que ela respeita por um fio. Cair do penhasco mudaria o comentário para a queda, e cair tem página no avestruz. Enquanto o tema for a beira, o grupo 06 permanece.
Nada aqui convida a apostar no 22. A leitura antiga fica registrada, e o sorteio segue a vida dele.
O vento da beira às vezes continua no ventilador do quarto. A pessoa segura o lençol como quem segura uma pedra. Depois percebe que está na cama.