A mágica no sonho é cartola, lenço, um objeto que some e volta no lugar errado. A pessoa tenta repetir e não sai. O palhaço e o circo estão no macaco, grupo 17. A mágica fica com eles: truque, mão rápida, plateia. Não é o milagre do carneiro, que a fé pede sem explicar o mecanismo. A mágica explica, ou finge que explica, e é entretenimento. Se o sonho era cura impossível na capela, olhe o milagre. Se era picadeiro e espanto de criança, é o macaco.
1565 fecha em 65. 3867 fecha em 67. 7266 fecha em 66. O fim 69 já é porco. Coelho na cartola, se aparecer, não muda o grupo: o coelho animal tem página própria, o truque continua macaco.
Mágica que funciona comenta encanto leve, a graça de ser enganado de propósito. Mágica que falha no meio comenta constrangimento, o truque nu. A pessoa fazendo mágica e não conseguindo parar comenta um papel que grudou. Descobrir o truque comenta o fim do encanto, às vezes alívio, às vezes pena. O grupo 17 fica.
A página não ensina truque e não indica jogo. O macaco nomeia a cartola.
A pessoa acorda ainda olhando a própria mão, como se a moeda devesse estar lá. Não está. O espanto era do sonho.