O campeão no sonho levanta a taça, ou é a pessoa que não sobe no pódio e olha de baixo. O futebol e o troféu estão no leão, grupo 16. O campeão fica com eles: é a vitória nomeada, o primeiro lugar dito no microfone. Não é o palhaço do macaco, que diverte sem pódio. Não é a medalha sozinha, que tem página vizinha: a medalha é o objeto, o campeão é a pessoa que a recebe. Se o sonho era só o metal, olhe a medalha. Se era o título, é o leão.
2563 fecha em 63. 5862 fecha em 62. 9164 fecha em 64. O fim 65 já é macaco. Hino ao fundo não troca o fim.
Ser campeão comenta reconhecimento que a pessoa mal acredita, o corpo ainda suado. Perder a final comenta o quase, mais dolorido que a derrota longe. Campeão antigo, esquecido, comenta glória que não paga a conta do mês, e a página não transforma isso em lição de aposta. Aplauso que não vem comenta vitória sem testemunha. O grupo 16 permanece.
A ficha não coroa ninguém e não indica jogo. O leão explica o pódio.
A pessoa acorda com o braço ainda meio erguido. Não há taça. Há o teto, e o coração um pouco acelerado.