O delegado no sonho está sentado, com um livro ou uma tela, e a pessoa conta o que houve ou espera ser chamada. A polícia, o juiz e o presidente estão no leão, grupo 16. A polícia na rua chega e leva. O juiz decide no fórum. O delegado é a autoridade da sala: registra, pergunta, manda esperar. Se o sonho era a viatura e a sirene, olhe a polícia. Se era a mesa e o depoimento, é o leão.
1762 termina em 62. 4064 termina em 64. 7361 termina em 61. 1765 termina em 65 e já é macaco. O delegado não empurra esse final.
Delegado atento fala de um problema que sai do boca a boca e entra num papel, alívio de ser levado a sério. Delegado que não olha nos olhos fala de descaso, a sensação de que o caso é pequeno demais para a sala. Estar diante do delegado sem saber se é testemunha ou alvo fala de uma culpa difusa, comum nesse sonho. Sair com um protocolo na mão fala de um passo dado, ainda sem desfecho.
A ficha não lavra ocorrência e não indica jogo. O leão nomeia essa sala.
A pessoa acorda e revisa um fato antigo, como quem prepara frase. Ninguém chamou. O depoimento era da noite.