O discurso no sonho tem microfone, papel tremendo, e a frase que a pessoa estudou some na hora. A plateia espera. O palco e o grito estão no leão, grupo 16, com a autoridade que se mostra. O discurso fica com eles: é a fala pública, não o sussurro da cobra. Não é a piada do macaco, feita para rir. É a fala que quer convencer ou comandar. Se o sonho era só o riso do picadeiro, olhe o circo. Se era o púlpito, a posse, a formatura falada, é o leão. A formatura em si, como estudo, tem página no burro. O discurso é a voz no microfone.
2264 fecha em 64. 5161 fecha em 61. 8463 fecha em 63. O fim 65 já é macaco. Papel em branco na mão não troca o grupo.
Discurso que sai bem comenta uma coragem que a pessoa não sabia que tinha. Discurso travado, gagueira, comenta exposição, o medo de falhar em público. Discurso de outra pessoa, longo demais, comenta tédio e também a autoridade que não larga o microfone. Ser interrompido comenta a fala cortada no meio da autoridade. O leão permanece.
A página não escreve discurso e não indica jogo. O grupo 16 nomeia o microfone.
A pessoa acorda com a boca seca, como depois de falar muito. Ninguém ouviu. O microfone era da noite.