O troféu no sonho é taça, peso nas duas mãos, foto com gente gritando atrás. Pode ser de futebol, e o futebol tem página no leão. Pode ser de um concurso que a pessoa nunca fez. A tradição que este site segue põe o prêmio visível no leão, grupo 16, com a medalha, a coroa e o palco. A medalha é o prêmio no peito. O troféu é o prêmio que se levanta, que todo mundo vê, que às vezes é grande demais para a prateleira. Não é o ouro em barra, que está na águia. É a vitória mostrada.
1761 termina em 61, primeira casa do leão. O macaco começa em 65. 63 identifica 4163 como leão, do mesmo modo que 64 identifica 7364. A pessoa lê o fim e acha o leão, desde que a milhar já tenha saído. O sonho da taça não faz a milhar sair.
Troféu erguido comenta reconhecimento público, o nome dito no microfone. Troféu que quebra na hora da foto comenta uma glória que não se sustenta, constrangimento no lugar do aplauso. Troféu de outra pessoa, que a pessoa segura por um instante, comenta inveja ou admiração, e a inveja tem ficha na cobra se o veneno for o tema. Se o tema for o objeto na mão, continua leão. Ganhar e não sentir nada comenta um vazio estranho no meio do barulho.
A página não entrega taça e não escolhe dezena. O grupo 16 registra a leitura do prêmio mostrado.
A pessoa acorda com as mãos em concha, como se ainda houvesse peso. Não há. O aplauso também não. Só o quarto.