O pesadelo é o sonho que a pessoa quer interromper e não consegue. O peito aperta, a perna não corre, a voz não sai. Acordar é o alívio, e às vezes a pessoa acorda ainda dentro de outro sonho. O medo, neste site, está no veado: a fuga, o susto, a perseguição. O pesadelo fica no gato, grupo 14, com a noite e a escuridão, porque o que define esta ficha não é o assunto do susto e sim a noite que não solta. Se o sonho era só ser perseguido, a página da perseguição ajuda. Se a pessoa conta "tive um pesadelo" e o resto é a angústia de não acordar, a ficha é o gato.
1853 termina em 53, abertura do gato, que ocupa 53, 54, 55 e 56. 57 abre o jacaré. 55 guarda 4155 no gato, e 56 guarda 7656 no mesmo gato. A conta é a de sempre, aplicada a milhar já sorteada: dois últimos algarismos, uma faixa, um animal. O pesadelo não escolhe a faixa. A tabela escolhe.
Pesadelo com queda comenta perda de chão, e cair tem página no avestruz se a queda for o tema inteiro. Pesadelo com alguém em perigo comenta impotência, o braço que não alcança. Pesadelo repetido, a mesma cena por semanas, comenta um assunto acordado que a pessoa não está olhando de frente. Acordar gritando muda o corpo, não o grupo. O gato permanece.
A página não trata o pesadelo como aviso do sorteio. Trata como noite ruim, com leitura antiga e sem dezena mandada.
A pessoa senta na cama e acende a luz para provar que o quarto é o quarto. O coração demora mais do que a luz.