O sótão no sonho é escada estreita, calor parado, caixa com letra de outra década. A pessoa sobe e baixa a cabeça por causa da viga. A casa inteira, neste site, está no cachorro: porta, quarto, quintal. O sótão fica no gato, grupo 14, ao lado do telhado e da noite, porque é o cômodo de cima, pouco visitado, onde se guarda o que não se quer na sala. Há quem ponha todo cômodo na casa. Esta ficha separa: a casa é o conjunto; o sótão é o esconderijo doméstico, em cima, no escuro morno.
2354 guarda 54 no fim. 54 é gato. O jacaré só aparece no fim 57. 5056 termina em 56 e 8153 termina em 53, os dois no grupo 14, com 54 e 55. A pessoa que já viu um resultado sabe fazer a conta. A ficha repete a conta para não deixar o sótão sem número de exemplo. Exemplo de leitura, não convite.
Sótão cheio de caixa comenta memória acumulada, coisa de família que ninguém joga fora e ninguém abre. Sótão vazio comenta uma casa sem passado, ou um passado já despachado. Sótão com bicho, rato ou morcego, encosta nessas fichas do próprio gato se o animal tomar a cena. Se a pessoa só sobe para achar um papel, o tema continua o cômodo. A poeira do sótão não é a poeira do deserto. É a poeira de dentro.
A página não manda marcar 54. Explica o grupo 14 e a escada estreita, e o sorteio fica lá fora.
A pessoa acorda com o pescoço torto, como se tivesse mesmo baixado a cabeça na viga. A casa não tem sótão. O sonho inventou o andar.