O céu no sonho ocupa a vista inteira. Pode estar limpo, pode estar baixo, pode ser aquele azul de fim de tarde que a pessoa reconhece sem saber de que dia. Na leitura antiga usada no Brasil, o céu vai para a águia, grupo 02, com a estrela, a nuvem e o que se olha de baixo para cima. A chuva tem ficha vizinha. A nuvem também. O céu é o fundo onde essas coisas acontecem, não a chuva em si.
Em 1605 os dois últimos algarismos são 05, território da águia; 09 no mesmo lugar mudaria o animal para burro. 4307 acaba em 07 e 8908 acaba em 08, ambos ainda na águia, cujas casas são 05, 06, 07 e 08. Os dois primeiros algarismos ficam de fora da decisão. Quem separa o fim de um prêmio já sorteado chega no mesmo nome.
Céu limpo comenta uma clareza rara, daquelas em que a pessoa enxerga longe e desconfia da própria calma. Céu que desaba, pesado, quase em cima do telhado, comenta opressão, um dia sem saída. Céu estrelado muda de assunto e encosta na ficha da estrela, mas o fundo continua águia quando o sonho era o céu inteiro e não um ponto só. A cena escolhe o comentário.
A página registra o que a tradição repete sobre esse fundo azul ou cinza. Não marca aposta e não transforma a cor do tempo em previsão.
Depois de acordar, muita gente ainda olha para cima, na janela, para conferir se o tempo do sonho era o tempo da rua. Quase nunca é. O céu da manhã segue a vida dele.