Sonhar com eclipse escurece o que costumava iluminar. O sol some no meio do dia, ou a lua fica coberta, e as pessoas na cena olham para cima sem falar. No costume brasileiro, o eclipse vai para a águia, grupo 02, animal do céu, ao lado do sol e da lua. O sol é a luz do dia. A lua é a luz da noite. O eclipse é a interrupção dessas luzes, um intervalo em que o habitual apaga.
Finais 05, 06, 07 e 08 pertencem à águia. 3707 cabe nela. 3709 não cabe: esse fim já é burro. A tabela não pergunta se o eclipse era de sol ou de lua. Pergunta só os dois últimos algarismos de uma milhar que já saiu.
Eclipse que passa e a luz volta comenta um susto com prazo, uma escuridão que não ficou. Eclipse que não termina comenta um dia que não recupera o brilho. Ver o eclipse sozinho comenta um acontecimento grande sem companhia. O grupo 02 permanece.
A tradição comenta a imagem. A página não marca extração e não converte o escurecer em palpite.
As pessoas no sonho costumam erguer o rosto juntas, mesmo sem se conhecer. Esse gesto coletivo é o miolo da imagem. A águia nomeia o céu da ficha, não o dia seguinte.