A viúva no sonho veste preto, ou não veste, e mesmo assim a pessoa sabe. Pode ser a mãe de alguém, uma vizinha, ou a própria pessoa olhando o anel vazio. O luto e a morte estão na borboleta, grupo 04. A viúva fica com eles: é a vida depois da falta, não o morto em si. O morto tem página vizinha, quando aparece. Aqui quem aparece é quem ficou. Não é a noiva de véu, que está no pavão. O preto daqui não é festa. É o tempo comprido depois.
2015 fecha em 15. 6413 fecha em 13. 8716 fecha em 16. O fim 17 já é cachorro. O véu, se houver, não empurra o fim para outro animal.
Viúva que chora comenta saudade ainda aberta, lágrima sem plateia ou com plateia demais. Viúva que ri no meio da sala comenta o constrangimento de um dia que não cabe só na dor. A própria pessoa viúva, com o cônjuge vivo na vida acordada, comenta medo de perda, não acontecimento, e a página não lê isso como aviso. Viúva que se casa de novo comenta recomeço ao lado da falta, tema delicado, ainda no grupo 04.
Ninguém aqui marca jogo. A ficha acompanha a leitura da falta e deixa o sorteio quieto.
A pessoa acorda com a mão no dedo, conferindo se o anel está. Está, ou nunca esteve. O sonho só fez a pergunta.