Sonhar com túmulo pesa, e a tradição brasileira não finge o contrário. A pessoa está diante de uma lápide, às vezes com o próprio nome, às vezes com o nome de alguém querido, às vezes num cemitério que não reconhece. O sonho de morte e o de cemitério já têm páginas. O túmulo é o lugar marcado, a pedra que fica quando a cerimônia acaba. No livro usado no Brasil, essa imagem vai para a borboleta, grupo 04, o mesmo animal dessas fichas vizinhas. A borboleta, na leitura antiga, atravessa de um estado a outro. A pedra comenta o que ficou.
A borboleta tem as dezenas 13, 14, 15 e 16. 5414 fecha com 14, e esse par ainda nomeia a borboleta. 5417 termina em 17 e já é cachorro. O exemplo mostra só a fronteira da tabela. Ninguém tira daí um número para jogar. O final se lê num resultado que já saiu, e o nome do bicho vem depois dessa leitura.
Túmulo com flores comenta memória cuidada. Túmulo abandonado comenta ausência que ninguém visita. Ler o próprio nome na pedra assusta, e a tradição trata o susto como imagem de mudança, não como anúncio. O grupo permanece o 04 em todas essas cenas.
A ficha registra o costume. Não converte o medo em instrução e não liga o sonho a uma banca.