O vaga-lume no sonho é um ponto de luz que acende e apaga no escuro, perto do joelho, no quintal, ou dentro do quarto com a janela aberta. A leitura popular brasileira põe esse inseto na borboleta, grupo 04, com a mariposa, a abelha e o que voa baixo e miúdo. Há quem mande o brilho para o gato, por causa da noite. A noite tem página própria. Nesta ficha o vaga-lume é o bicho que pisca, não a escuridão em volta, e por isso permanece na borboleta.
2214 guarda 14 no fim, e 14 é uma das quatro casas da borboleta. 17 já não é: 17 começa o cachorro. 6016 termina em 16 e 9313 termina em 13, os dois também na borboleta. A pessoa que consulta um resultado faz esse recorte no fim da milhar e ignora o restante. A ficha repete o gesto, com números só de demonstração.
Vaga-lume na mão comenta uma luz pequena que a pessoa tenta segurar e que se apaga com o calor da palma. Vaga-lume apagado, um punhado deles no mato sem piscar, comenta uma esperança que não deu sinal. Vaga-lume dentro de casa comenta um recado miúdo no meio da rotina, fácil de não ver se a pessoa não para. A vela, luz parada, tem outra página. Aqui a luz anda e pisca.
A página não escolhe dezena e não promete que a luz volta. Guarda o grupo 04 e a cena.
O piscado fica na retina um segundo, como flash de câmera barata. Depois o quarto está igual, e a pessoa ainda procura o ponto no canto do teto.