Sonhar com onda traz o mar em movimento. Uma onda pequena na canela, uma onda que cobre, a espuma que sobe a areia e volta. No costume brasileiro, a onda fica com o jacaré, grupo 15, junto do mar e da praia. O mar é a extensão. A praia é a borda. A onda é o gesto, a água que avança e recua. Há listas que colocam onda grande noutro animal, por causa do susto. Esta ficha mantém o jacaré e deixa o tamanho mudar só o comentário.
As dezenas do jacaré são 57, 58, 59 e 60. Se a leitura de 5357 parar no 57, o bicho é o jacaré. 5361 acaba em 61 e entra no leão. Um final de diferença, outro bicho. 2059 e 8458 ficam na faixa. A escolha desses exemplos é pedagógica: mostram a conta dos dois últimos algarismos. A conta não se faz para prever. Faz-se para nomear o que já saiu.
Onda mansa comenta um ritmo que a pessoa acompanha sem medo. Onda que derruba comenta força maior que o equilíbrio. Onda que não quebra, só ameaça e passa, comenta um perigo que chegou perto e foi embora. O grupo 15 segura as três.
A tradição descreve a cena. A ficha não recebe jogo e não aponta dezena futura.