O pescador no sonho está na beira, de chapéu, com a linha frouxa, ou dentro de um barco pequeno que balança demais. Pode ser a própria pessoa segurando a vara. Pode ser o pai, o tio, um desconhecido que não olha para trás. A leitura brasileira destas páginas põe o pescador no jacaré, grupo 15, com o peixe e o rio. O peixe é o que se busca. O pescador é quem espera. Não é o caçador do tigre, que vai atrás no mato. A pesca é espera na água. Há listas que mandam todo ofício para o burro do trabalho. Se o sonho era o emprego de pescar, o cansaço do ofício, o burro pode conversar com a cena. Se o sonho era a beira e a linha, fica o jacaré.
O pescador desta ficha olha a água, e a água do livro está no jacaré. 2058 termina em 58, dentro de 57 a 60. 61 seria leão. 5457 pertence ao jacaré por causa do 57, e 8060 pertence ao jacaré por causa do 60. Três fins, um animal. A pessoa reconhece o animal assim num resultado que já saiu. A vara do sonho não aponta o resultado de amanhã.
Pescador que não pega nada comenta paciência à toa, ou uma espera que ainda vale. Pescador que tira um peixe grande comenta um esforço que deu retorno, sem que a página transforme isso em sorte marcada. Linha embaraçada comenta complicação pequena que toma a tarde. O comentário segue o que a linha faz. O jacaré permanece.
A ficha não indica jogo. Conta a espera na beira e o grupo 15.
A pessoa acorda com o braço cansado, como se tivesse segurado a vara. Não segurou. O cansaço é emprestado da noite.