Sonhar com metrô é sonhar com pressa debaixo da terra. A plataforma, a porta que fecha, a estação errada, o vagão cheio. No livro brasileiro, o metrô vai para o cavalo, grupo 11, animal da viagem e do ônibus. O ônibus anda à vista. O metrô anda escondido, com hora marcada e com pouco espaço para mudar de ideia depois que a porta fecha.
O cavalo da tabela é o final 41, 42, 43 ou 44. 3643 está no meio dessa lista. 3645 já seria elefante. A lotação do vagão não altera o par. Quem compara com um resultado já publicado corta a milhar e lê o fim.
Perder o metrô comenta atraso, a porta que se fechou na cara. Descer na estação errada comenta um caminho que a pessoa só percebe tarde. Metrô parado no túnel comenta espera sem saída visível, um intervalo que não se controla. O grupo 11 permanece.
A página descreve o costume. Não indica banca e não prevê a hora de um sorteio.
Debaixo da terra não se vê a chuva, e o atraso mesmo assim chega. O sonho mora nessa espera sem janela. O cavalo nomeia o deslocamento. Não nomeia o sorteio da tarde.