O lago no sonho é água parada, escura no meio e clara na beira, com um cheiro de folha molhada. Não corre como o rio. Não é o mar, que não acaba. A lagoa tem página vizinha, menor, mais de represa caseira. O lago, na tradição que este site segue, fica no jacaré, grupo 15, com o rio, a lagoa e a água. É água que a pessoa pode contornar a pé, se tiver tarde inteira, e mesmo assim não vê o fundo. Alguns livros trocam lago e lagoa de lugar. Aqui os dois permanecem no jacaré. O que muda é o tamanho da água, não o animal.
1657 termina em 57, começo do jacaré. O leão começa no 61. 3959 acaba em 59 e 7260 acaba em 60, os dois no grupo 15, que ocupa 57, 58, 59 e 60. A pessoa corta a milhar já sorteada e lê o par final. O lago do sonho não entra nessa conta. A conta é da tabela, mostrada para quem quer entender o grupo.
Lago calmo comenta uma pausa rara, a vida sem correnteza por uma tarde. Lago em que a pessoa afunda comenta o medo da água funda, e o afogamento tem ficha própria se a cena for a de não conseguir voltar. Lago sujo, com borda de lixo, comenta descuido de um lugar que era bom. Atravessar o lago a nado encosta na natação. Ficar na beira, olhando, é esta ficha.
Não há aposta no lago. Há o grupo 15 e a água parada, descritos sem promessa.
A pessoa acorda com sede ou com a impressão de umidade no lençol. O lençol está seco. A beira do lago ficou na noite.