Os fogos no sonho estouram em cima da praça, coloridos, e o peito leva um susto com o barulho mesmo quando a pessoa já esperava. Criança tapa o ouvido. Adulto olha para cima. O fogo que queima casa e mata está no tigre, com o incêndio. Os fogos desta ficha são os de artifício, os de festa, réveillon, gol, casamento na rua. A tradição que este site segue põe a festa no peru, grupo 20, com a surpresa, o brinde e o aniversário. O estouro aqui é alegria barulhenta, não destruição. Se o sonho era a casa em chamas, a página é a do incêndio. Se o sonho era o céu colorido e o grito de festa, fica o peru.
1777 termina em 77, primeira casa do peru. O touro começa em 81. 4078 acaba em 78 e 7380 acaba em 80, os dois no grupo 20, que vai de 77 a 80. A pessoa reconhece o peru por esse fim, sempre numa milhar já publicada. O estouro não escolhe milhar. A tabela ensina a ler a que saiu.
Fogos bonitos, e a pessoa feliz, comentam celebração sem ressalva, rara e boa. Fogos que assustam a criança, ou o cachorro, comentam uma alegria que não cabe em todo mundo, barulho demais. Fogos que falham, molhados, comentam uma festa que não acende, o combinado que murcha. Acender o rojão na própria mão comenta risco no meio da graça, e a página não recomenda o gesto na vida acordada. No sonho, o comentário é ousadia.
Não se aposta no estouro. O grupo 20 guarda a festa barulhenta, sem previsão.
O ouvido zumbe ao acordar. A rua está quieta. O céu do quarto não tem cor nenhuma.