A explosão no sonho é um clarão, depois o som, ou o som sem clarão. A pessoa abaixa. O fogo e a guerra estão no tigre, grupo 22. A explosão fica com eles: violência súbita, não o rojão de festa. Os fogos de artifício estão no peru. Se o céu era colorido e a praça ria, olhe os fogos. Se havia destruição, medo, parede rachada, é o tigre. O tiro é vizinho, estalo seco. A explosão é maior que um tiro.
2487 fecha em 87. 5886 fecha em 86. 9288 fecha em 88. O fim 89 já é urso. Poeira depois do clarão não troca o grupo.
Explosão longe comenta perigo que ainda não chegou na porta, a cidade inquieta. Explosão perto comenta o corpo em alerta, ouvido fechado. Explosão que não fere ninguém comenta susto sem consequência, e a página não lê isso como garantia. Explosão causada pela própria pessoa, sem querer, comenta culpa de um descuido grande. O grupo 22 permanece.
A ficha não indica jogo e não descreve como nada explode. O tigre nomeia o clarão.
A pessoa acorda com o ouvido abafado de um lado. O quarto está inteiro. O clarão não atravessou a manhã. O coração demora mais que o ouvido para aceitar o silêncio.