O ódio no sonho é quente e parado, diferente do susto. A pessoa sabe contra quem é, ou não sabe e mesmo assim range o dente. A raiva e a briga estão no tigre, grupo 22. O ódio fica com eles: é a raiva que não passou no dia, que sentou. Não é o ciúme da cobra, suspeita. Não é o medo do veado, que quer fugir. O ódio quer ficar e queimar. A página descreve. Não autoriza. Não aponta inimigo da vida real.
2288 fecha em 88. 5485 fecha em 85. 8687 fecha em 87. O fim 89 já é urso. Dente rangendo não troca o grupo.
Ódio com nome e sobrenome comenta um conflito que a vida acordada já alimenta. Ódio sem alvo comenta um mal-estar que procura onde cair, perigoso e confuso. Ódio que passa ainda no sonho comenta a possibilidade de esfriar, rara e boa. Ódio que acorda junto com a pessoa comenta que o assunto não ficou no travesseiro, e a ficha não manda agir. Manda, se tanto, perceber. O tigre permanece.
A página não indica jogo. O grupo 22 nomeia esse fogo parado.
A pessoa acorda com o queixo cansado. Vale um copo de água. Não vale uma mensagem escrita no calor do sonho.