O tiro no sonho é um estalo seco, mais curto que o rojão. A pessoa não sabe de onde veio. O ouvido fecha. Pode ter sido para o alto, pode ter sido na direção de alguém, pode ter sido a própria pessoa apertando o gatilho e se assustando com isso. A arma está no tigre, grupo 22, com a guerra e a raiva. O tiro fica ali: é a arma no instante em que fala. Não é o fogo de artifício do peru, barulho de festa. É violência, ou o medo dela. Esta página não ensina a usar arma e não trata o estalo como recado para jogar. Conta o que a tradição lê nesse susto.
2286 acaba em 86, tigre, no trecho 85 a 88. 89 abre o urso. 85 fecha 8085 e 88 fecha 5588, ambos ainda tigre. A pessoa encontra o tigre por esse fim, numa milhar que já foi publicada. O estalo do sonho não publica nada.
Tiro para o alto, sem alvo, comenta ameaça, um aviso bruto para alguém parar. Tiro que acerta comenta ferimento e consequência, e a ferida tem página no touro se o tema for o sangue e o corte. Tiro que a pessoa ouve de longe comenta perigo na vizinhança, a vida que não está segura nem quando a porta fecha. Atirar e se arrepender no mesmo segundo comenta uma raiva que a pessoa não queria ter. O comentário muda com o alvo. O tigre permanece.
A ficha não acusa quem sonhou e não indica dezena. O grupo 22 organiza o estalo, e o sorteio fica de fora.
A pessoa acorda com o ouvido ainda fechado de um lado. O quarto não tem eco. O estalo não se repete. O corpo demora a acreditar.