A enfermeira no sonho ajusta o soro, chama pelo nome, ou passa no corredor sem olhar. Uniforme claro, passo rápido, a mão que sabe o que faz. O médico tem página no urso. O hospital também. A enfermeira fica no urso, grupo 23, porque é o cuidado ao lado da cama, muitas vezes quem fica quando o médico já saiu. Não é a freira do carneiro, cuidado de igreja. É cuidado de plantão, de medicamento e de madrugada. Se o sonho era a doença em si, a febre, olhe essas fichas vizinhas. Se o sonho era a pessoa que cuida, de touca ou de jaleco, a ficha é esta.
1689 termina em 89, abertura do urso. O veado começa em 93. 91 encerra 4091, 92 encerra 7592, e o urso permanece dono desses finais. A pessoa lê o urso no fim da milhar já sorteada. A touca do sonho não escolhe o fim.
Enfermeira gentil comenta amparo, a sorte rara de ser bem tratado quando se está fraco. Enfermeira apressada, que erra o nome, comenta desamparo dentro do sistema, a pessoa virada número. Enfermeira da própria família, a filha, a irmã, comenta o cuidado que saiu de casa e foi para o hospital, amor com luva. Aplicar injeção comenta um bem que dói na hora. A injeção, se for o tema inteiro, ainda cabe nesta vizinhança do remédio. O grupo 23 não muda.
A página não marca consulta e não indica jogo. O urso nomeia o plantão, sem previsão.
A pessoa acorda e ainda escuta o barulho de solado no corredor. Era o sonho. A casa está em silêncio de noite normal.