O emprego no sonho é crachá, mesa, chefe que chama pelo nome, ou a falta de tudo isso: a pessoa anda de currículo na mão e as portas não abrem. Há listas que mandam qualquer trabalho para o dinheiro. Neste site o trabalho e a prova já estão no burro, grupo 03. O emprego fica com eles. O salário, o que cai na conta, tem ficha no avestruz. Aqui o aperto é o lugar, a rotina, o ser aceito ou dispensado. Não é a nota no fim do mês.
1509 fecha em 09. 4711 fecha em 11. 8010 fecha em 10. O fim 13 já é borboleta. 13 no fim sairia da faixa e viraria borboleta. O crachá do sonho não escolhe esse fim.
Emprego novo, no primeiro dia, comenta começo e o medo de não saber onde fica o banheiro. Perder o emprego comenta o chão que sai, e a demissão tem página vizinha se o tema for a carta de saída. Procurar emprego e não achar comenta porta fechada, currículo que volta. Ser promovido comenta reconhecimento no burro do ofício, não na festa. O comentário muda com a mesa. O grupo 03 fica.
A página não arruma vaga e não indica dezena. Descreve o sonho do ofício como o costume descreve.
A pessoa acorda ainda no horário do ponto, mesmo em dia de folga. O corpo decorou a entrada.