O rádio no sonho chia, pega uma estação no meio de outra, ou toca uma música que a pessoa conhece e não consegue nomear. Pode ser o rádio da cozinha de antigamente, grande, ou a voz fina de um aparelho de carro. A tradição popular que estas páginas seguem põe o aviso sonoro no galo, grupo 13, com a música, o jornal e o sino. O jornal é a notícia escrita. O rádio é a notícia que entra pelo ouvido, sem a pessoa ter pedido naquela hora. A música sozinha tem ficha vizinha. Se o tema for a canção, olhe lá. Se o tema for o aparelho que fala, fique aqui.
No rádio a voz some; na tabela, 2250 termina em 50 e 50 continua galo. 53 seria gato. 52 é a marca de 5352 e 51 é a marca de 8851; o galo reconhece as duas. As casas do galo são 49, 50, 51 e 52. A pessoa acha o animal por esse fim, num prêmio que já foi publicado. O chiado do sonho não publica prêmio.
Rádio que só chia comenta informação que não chega, um aviso pela metade. Rádio anunciando o nome da pessoa comenta exposição, a vida dita para quem não foi convidado a ouvir. Rádio antigo, de válvula, comenta memória de casa, a voz de um adulto na cozinha, e encosta na família sem sair do galo se o objeto é que conduz o sonho. Desligar o rádio comenta a vontade de silêncio. O silêncio tem página na cobra quando é segredo. Aqui, se é o botão do aparelho, continua galo.
Ninguém marca dezena por causa do rádio. A ficha guarda o grupo 13 e a escuta.
A pessoa acorda e o quarto está mudo. Por um segundo procura o aparelho na mesa. Só tem o carregador do celular.