A freira no sonho atravessa um corredor, reza baixo, ou olha a pessoa com uma calma que incomoda. Hábito preto e branco, véu, o passo sem pressa. O costume brasileiro põe essa figura no carneiro, grupo 07, com a igreja, o padre e a reza. O padre é o ministro. A freira é outra vida consagrada, muitas vezes o silêncio e a regra. Não é a bruxa, que neste site está no gato, nem a noiva de véu, que está no pavão. O véu daqui não é de festa.
A freira está no carneiro. A prova numérica é simples: 1425 acaba em 25, uma das casas 25, 26, 27 e 28. O 29 abriria o camelo. 3727 termina em 27 e 6928 termina em 28, os dois ainda no grupo 07. A pessoa que aprende a tabela olha só esse par final. O resto da milhar é cenário. O cenário se confere quando o resultado já foi dado.
Freira que benze a pessoa comenta um pedido de proteção, daqueles que a gente faz baixinho mesmo sem prática de igreja. Freira zangada, apontando o dedo, comenta culpa, uma regra que a pessoa quebrou e não confessou. Freira conhecida, a tia, a professora antiga, comenta uma mulher de autoridade quieta, e o comentário se aproxima da família sem sair do grupo 07.
A página não benze aposta e não escolhe final. Conta o que os livros de sonho repetem e para.
O véu fica na memória mais do que o rosto. A pessoa acorda com a sensação de ter sido olhada com paciência, e não sabe se isso aliviou ou cobrou.