Sonhar com arroz é sonhar com o prato de todo dia, ao lado do feijão. O grão na panela, o prato cheio, o arroz queimado no fundo. No livro brasileiro, o arroz vai para o porco, grupo 18, junto da comida, da cozinha e do feijão. O feijão tem página própria. O arroz é a outra metade dessa mesa comum, o que sustenta sem enfeite, longe da festa do peru e do bolo.
O porco se acha nos finais 69, 70, 71 e 72. 4071 se acha no 71. 4073 se acharia no pavão. Queimar o fundo não muda o achado. O achado é de tabela, feito sobre resultado publicado.
Arroz sobrando comenta fartura simples, o que deu para repetir o prato. Arroz faltando comenta a mesa incompleta, incômodo maior do que parece porque é cotidiano. Arroz cru, servido sem cozinhar, comenta pressa ou despreparo, um cuidado que não terminou. O grupo 18 permanece.
A ficha descreve o costume. Não sugere aposta.
O grão solto na mesa se conta sem querer, um por um, e o sonho às vezes para nesse gesto. Cotidiano também merece ficha. O porco guarda o prato de todo dia. Na casa brasileira, arroz em falta desarruma o almoço inteiro.