O chocolate no sonho derrete na mão, falta na última fatia, ou está escondido numa gaveta que a pessoa come escondido. Doce, mancha, culpa pequena de criança. A comida, neste site, está no porco, grupo 18, com o bolo, o pão e a panela. O chocolate entra nessa mesa. Não é o mel, que está na borboleta, doçura de flor e de abelha. O chocolate é doce de cozinha e de mercado, prazer simples, às vezes escondido. Há quem leia todo doce como fortuna. Esta ficha não faz essa troca. Doce é comida. Fortuna, quando o sonho é dinheiro, está no avestruz.
1769 termina em 69, primeira das casas do porco. 73 abre o pavão. 4071 acaba em 71 e 7572 acaba em 72, os dois no grupo 18, junto de 69 e 70. A pessoa confirma o porco pelo fim da milhar já sorteada. O tablete do sonho não sugere fim nenhum.
Chocolate amargo comenta prazer com uma ponta de dificuldade, o doce que não é só doce. Chocolate dividido com alguém comenta afeto miúdo, partir e oferecer. Chocolate escondido comenta um prazer que a pessoa não quer dividir, ou uma gula que a envergonha. Chocolate derretido demais, sujando a roupa, comenta excesso, a vontade que passou do ponto e deixou marca. O comentário segue o sabor e a mancha. O porco fica.
A página não chama o chocolate de sorte. Chama de sonho de comida, grupo 18, sem aposta e sem promessa.
A pessoa acorda com água na boca e abre a geladeira sem precisar. Às vezes nem há chocolate. O sonho bastou para a fome doce.