O colar no sonho pesa no pescoço, brilha demais, ou arrebenta e as contas correm pelo chão. Pode ser de ouro, de miçanga, de uma corrente fina que era da mãe. A joia tem página no pavão. O brinco também. O colar fica no mesmo pavão, grupo 19, o animal do que se usa para ser visto. Não é a coleira do cachorro, laço de controle. O colar é enfeite, presente, herança no pescoço. Se a corrente aperta como prisão, a cena comenta isso, mas o objeto continua pavão enquanto for joia e não instrumento de mando. O ouro em si, barra e tesouro, tem ficha na águia. Aqui o ouro, se houver, está montado para o corpo.
2074 guarda 74 no fim, pavão. 77 seria peru. 5376 termina em 76 e 8473 termina em 73, os dois no grupo 19, faixa 73 a 76. A pessoa lê o animal por esse par, numa milhar que já saiu. O fecho do colar não prevê o par seguinte.
Colar dado de presente comenta afeto que se mostra, um vínculo que os outros podem ver. Colar perdido comenta descuido com algo de valor afetivo, mais do que com o preço. Colar apertado comenta uma graça que cansa, um enfeite que virou obrigação. Colar quebrado, contas no chão, comenta ruptura à vista de todo mundo, perto da aliança se o tema for o casamento. O comentário segue o fecho. O grupo 19 permanece.
A página não avalia quilate e não marca jogo. O pavão nomeia o enfeite, e a leitura acaba aí.
A pessoa acorda e leva a mão ao pescoço, procurando um fecho que não está. A pele está lisa. O peso era do sonho.