A armadilha no sonho é o buraco coberto de folha, o laço no caminho, a frase que parece gentil e fecha. A pessoa pisa e entende tarde. Outros livros mandam a armadilha para o tigre, junto da caça e do caçador. A caça tem página no tigre. Nesta ficha a armadilha é o que a pessoa não vê, o engenho escondido, e o escondido fica com a cobra, grupo 09, perto do veneno e do segredo. Não é o caçador. É o dispositivo que espera quieto.
A armadilha desta ficha não usa o caçador. Usa o fim 34 de 2134, que é cobra. 37 seria coelho. 5036 termina em 36 e 8433 termina em 33, os dois também na cobra, na faixa 33, 34, 35 e 36. O começo da milhar pode ser 21 ou 84: tanto faz para o nome do animal. O nome sai do fim, e sai de um resultado que já aconteceu.
Armadilha que a pessoa arma comenta o desejo de pegar alguém, e o incômodo de se ver nesse papel. Armadilha que a pessoa sofre comenta traição miúda ou grande, um convite que era captura. Armadilha vista a tempo, e evitada, comenta esperteza e também cansaço: viver olhando o chão cansa. O comentário muda. O grupo 09 não sai do lugar.
Não se tira palpite da armadilha. A página explica o grupo e a cena, e não recebe jogo.
O tornozelo dói de mentira ao acordar. A pessoa olha o pé, não há marca, e mesmo assim anda devagar até o banheiro, como se o chão ainda pudesse ceder.